Quando falamos em riscos psicossociais, é comum associá-los a estresse, ansiedade, burnout e afastamentos relacionados à saúde mental.
O que pode estar contribuindo para esse cenário?
É nesse ponto que entra a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP). Mais do que analisar cadeiras, posturas ou mobiliário, a AEP permite compreender como o trabalho acontece no dia a dia. A partir dessa análise, é possível identificar fatores relacionados à organização do trabalho, às exigências físicas e cognitivas, à comunicação, à autonomia e ao ritmo das atividades.
Também entram nessa avaliação aspectos como ruído, conforto térmico, iluminação e condições do mobiliário. Um ambiente barulhento pode dificultar a concentração. Temperaturas inadequadas podem gerar desconforto. A iluminação pode contribuir para a fadiga visual. Já a sobrecarga de informações, as demandas simultâneas e a pressão por resultados podem aumentar o desgaste mental.
Isolados ou combinados, esses fatores podem impactar a saúde e o desempenho dos trabalhadores, contribuindo para o aumento do desgaste físico e emocional, do absenteísmo e dos afastamentos.
Antes de propor soluções, é preciso entender as causas.
AEP como base para a gestão
A AEP é um importante ponto de partida para a identificação e a gestão dos riscos psicossociais vinculados ao trabalho. Essa gestão deve considerar as condições e a organização do trabalho, buscando identificar fatores que possam gerar desgaste, sofrimento ou adoecimento ocupacional.
Nossa especialista em Ergonomia, Eva Cruz, participou de uma conversa com a Dra. Ana Paula Teixeira, médica do trabalho e especialista em riscos psicossociais, sobre a relação entre a AEP, a NR-01 e a gestão desses riscos nas empresas. O bate-papo apresenta uma abordagem prática sobre os desafios das organizações e a importância de olhar para os fatores presentes no trabalho.